24 junho, 2011

Arpejo e + 2 poemas




Arpejo


Arpejos na coluna e suspiros arrancados
uma flor nasce na garganta:
o deus de fogo semeou um deus de carne




primeiro poema


quando criança, sonhei que tinha um coelho branco chamado sorte, mas ele morreu entrevado




uma palavra muda tudo


teu nome é vitamina
teu nome é explosão

que o som se mova nas águas
que um abismo perpasse minha boca






Juliana Bernardo

2 comentários:

  1. Curti. Além do conteúdo, a síntese é uma violência. Muito legal.

    André.

    ResponderExcluir
  2. tão feliz em vê-los aqui.
    obrigada, RapaDura!

    ResponderExcluir